sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Apenas algumas palavras sobre meus passos.


Eu, as palavras e os livros.

 
 
 
 
 
 
 

 
 
Os odores das páginas dos livros, sempre me fascinaram. Desde criança. Quando no primário comecei a aprender a arquitetar as primeiras palavras escritas, lidas e faladas então! Parecia que um portal mágico abriu-se diante dos meus olhos. Fui fisgado pelas palavras de uma vez por todas. Filho caçula de retirantes nordestinos em uma família de sete irmãos. Pai pedreiro de profissão e músico autodidata por vocação, semianalfabeto. Mãe do lar, que não sabia nem assinar o próprio nome, mas que era dona de uma elegância e de uma sabedoria que me enche de orgulho. Ela, preocupada com o nosso futuro, nos incentivava sempre a buscar nos estudos e na leitura uma maneira de traçar um novo caminho para nossas vidas.

Os tempos eram outros e difíceis e meus irmãos mais velhos tiveram que largar os estudos para trabalhar e ajudar nas despesas da casa, como tantos outros adolescentes por esse Brasil a fora. Mesmo assim, eles nunca deixaram de alimentar aquela semente de conhecimento plantada em nossos corações, por nossa Rainha, nossa Sábia.

Sempre tivemos de uma forma ou de outra, contato com a literatura, em forma de revistas em quadrinhos, livros ilustrados ou não, que surgiam em nosso meio. Como quem, atraídos por nossa sede de conhecimento e pela vontade que fluía do coração de nossa mãe. Alguns eram achados (tem gente que infelizmente joga livro no lixo), outros dados por amigos, alguns ou muito poucos comprados. Não sei dizer ao certo, como eles chegavam até nós, mas, eles chegavam.

Eu queria ler, aliás, queria ler não. Tinha minha sede particular por leitura mais aguçada que meus outros irmãos.

Nunca vou esquecer quando consegui pela primeira vez, enxergar as letras e entender a primeira história em quadrinhos da minha vida (Uma história de um super-herói imortal, uma lenda, o Fantasma, falava sobre um menino que apanhava na escola, O bebê chorão, esse era o nome do episódio).
Imagem da internet.
 
Monteiro Lobato, Maurício de Sousa e Walt Disney caíram em minhas mãos de uma forma que nem sei exatamente como. O mundo da fantasia. Simplesmente com os melhores autores desse gênero, começaram a fazer parte do meu universo.
 
 
 

 
 
 
 


 
 
Já na fase da adolescência, como não podia comprar livros ainda, mas também não conseguia controlar minha sede por eles, me associei em um centro cultural, onde pegava e devorava histórias em uma semana, outros em quinze dias, um mês...

 Conheci mundos e personagens tão incríveis e fascinantes e a admirar os criadores desses universos, que não poderia fugir nunca mais do mundo das palavras. Ser apenas um leitor já não me bastava mais, queria escrever meus próprios livros, criar meus próprios mundos.
 
 
Imagem da internet

 
 
 
 
 
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Meu propósito de vida agora é. Lapidar papel em branco com palavras, para que pessoas possam ser tocadas com elas.  

Por esses dias escutei uma frase que se não me engano são aspas da Primeira Dama Americana Michelle Obama:
“Sucesso não está necessariamente relacionado com o tanto de dinheiro que você acumula, mas sim, com o que você pode fazer de verdadeiro para tocar as pessoas”.

Sendo assim posso me considerar um escritor de sucesso, pois quando cada leitor abre uma página de uma obra minha, sei que de alguma forma ele será tocado pelas ideias que fluem da minha imaginação.

Arquivo pessoal.

 
 
 
 
 
 
 
 
Arquivo pessoal.

 
Ricardo Netto é administrador deste Blog, escritor do livro: Os senhores das sombras - O legado de Lilith; escritor e supervisor de texto do Projeto: Depois do Paraíso, entre outros trabalhos escritos e arquivados.

 

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