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Mostrando postagens de Fevereiro, 2017

They are above Us!

Contos Ufológicos Acordou aquela manhã como fazia sempre. Estava no auge dos seus quarenta anos, nem passou pela sua cabeça que aquele seria seu último, também, como poderia saber. Ninguém sabe.A pequena kitnet, onde morava sozinho a mais ou menos, quatro anos, desde que separara de seu ultimo relacionamento. Estava como de costume com a aparência de quem havia sido visitada por um maremoto. A organização definitivamente não era sua principal qualidade. Méricles era um homem de uma beleza comum, estatura alta, robusto, com uma pequena barriga protuberante, da qual dizia sentir orgulho. Os olhos eram castanhos e expressivos. Levantou nu e caminhou até o banheiro onde pretendia tomar um banho para despertar do sono. Tropeçou em uma agenda preta que a princípio imaginou não conhecê-la. Ou melhor, ela não fazia parte de sua vida mesmo. Apesar de viver em um caos de desorganização, conhecia cada centímetro daquela bagunça. Resolveu ignorar aquele artefato e foi fazer a toalhete. Saiu do ban…

Apenas algumas palavras sobre meus passos.

Eu, as palavras e os livros.
Os odores das páginas dos livros, sempre me fascinaram. Desde criança. Quando no primário comecei a aprender a arquitetar as primeiras palavras escritas, lidas e faladas então! Parecia que um portal mágico abriu-se diante dos meus olhos. Fui fisgado pelas palavras de uma vez por todas. Filho caçula de retirantes nordestinos em uma família de sete irmãos. Pai pedreiro de profissão e músico autodidata por vocação, semianalfabeto. Mãe do lar, que não sabia nem assinar o próprio nome, mas que era dona de uma elegância e de uma sabedoria que me enche de orgulho. Ela, preocupada com o nosso futuro, nos incentivava sempre a buscar nos estudos e na leitura uma maneira de traçar um novo caminho para nossas vidas.
Os tempos eram outros e difíceis e meus irmãos mais velhos tiveram que largar os estudos para trabalhar e ajudar nas despesas da casa, como tantos outros adolescentes por esse Brasil a fora. Mesmo assim, eles nunca deixaram de alimentar aquela semente de co…

O ofício de ser ator com Luis Navarro

Luis Navarro - Ator




                                       Imagem da internet.



Formado em educação artística com habilitação em artes cênicas, o entrevistado do mês é ator, cantor integrante do grupo (Os crespos), e sócio diretor da Darkroom Produções. Segue abaixo uma incrível entrevista com esse jovem ator multimídia, que constrói sua história nos mais variados meios de comunicação, com muito suor, talento e dedicação.

Imagem da internet.



Ricardo Netto - Quem é Luis Navarro?

Luís Navarro - É um cara de verdade em um mundo de mentira.





Ricardo Netto - Você é ator, cantor e produtor. Como é transitar por esses caminhos da arte?
Luís Navarro - Saber separar as coisas é fundamental. Sempre estudar! Como ator basta viver e perceber as coisas em volta, como cantor e compositor é botar no papel essas sensações e como produtor ainda não tenho muito o que dizer.
Ricardo Netto - Em sua opinião. Por que a TV ainda é um mercado tão fechado?
Luís Navarro - A TV é fechada assim como tudo em qualquer área.…

Depois do Paraíso - Episódio II

Isa Miranda apresenta:







Dança, paixão e sangue.


    “Atravessar o deserto durante o dia fora, em poucas palavras, uma péssima ideia. Com isso fui obrigada a me refugiar em uma gruta nas paredes rochosas e arenosas até que anoitecesse. Percebi que não tinha outra alternativa, as noites serão a minha morada, enquanto o homem dorme eu andarei entre eles.” – Pensou.      Quando a noite invernal chegou, Lilith levantou, preparou sua partida, montou em seu camelo e voltou à viagem até a uma cidade do Egito, por nome Uaset, cidade dividida pelo rio Nilo entre Cidade dos Vivos e Cidade dos Mortos. Observava bem o lugar e seu interesse foi até a parte mais movimentada da cidade, porém algo lhe atraía para a cidade dos mortos. Ficaria ali por um tempo até partir novamente para  suas aventuras no deserto.
    Andou um tempo, havia quase nenhum homem na rua e os que transitavam olhavam-na com certo ar de curiosidade. Instintivamente, como que algo lhe dissesse para evitar aqueles olhares, resolveu se…