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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

They are above Us!


Contos Ufológicos

 
 
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Acordou aquela manhã como fazia sempre. Estava no auge dos seus quarenta anos, nem passou pela sua cabeça que aquele seria seu último, também, como poderia saber. Ninguém sabe.  A pequena kitnet, onde morava sozinho a mais ou menos, quatro anos, desde que separara de seu ultimo relacionamento. Estava como de costume com a aparência de quem havia sido visitada por um maremoto. A organização definitivamente não era sua principal qualidade. Méricles era um homem de uma beleza comum, estatura alta, robusto, com uma pequena barriga protuberante, da qual dizia sentir orgulho. Os olhos eram castanhos e expressivos. Levantou nu e caminhou até o banheiro onde pretendia tomar um banho para despertar do sono. Tropeçou em uma agenda preta que a princípio imaginou não conhecê-la. Ou melhor, ela não fazia parte de sua vida mesmo. Apesar de viver em um caos de desorganização, conhecia cada centímetro daquela bagunça. Resolveu ignorar aquele artefato e foi fazer a toalhete.
Saiu do banho com a toalha enrolada na cintura, parou diante daquela pequena agenda e pegou-a em suas mãos. Estava praticamente em branco não fossem duas datas marcadas com tinta azul. (Cinco de Janeiro de 1900 e cinco de Janeiro de 2017). A última data era exatamente aquele dia no qual acabara de acordar. Não era dado a certas coisas, mas sentiu um arrepio percorrer seu corpo dos pés a cabeça. Sentiu um pequeno choque na mão e soltou a agenda no chão. Decidiu não se impressionar com aquilo e continuou sua rotina. Vestiu as roupas, tomou o café rápido, saindo na sequência.
A rua estava naquele frenesi de sempre, pessoas indo e vindo freneticamente, sem tempo de observarem uns aos outros. Chegou à Estação República do Metrô e desceu as escadas fixas, apressado, ultrapassou a catraca quase que roboticamente, era a rotina do dia a dia.
Do nada ele lembrou-se das datas marcadas naquela agenda. O trem abriu as portas e ele foi empurrado pela multidão, entrou mesmo sem querer, naquela urgência diária de todos. Desceu na estação Barra Funda e andando feito gado, seguiu o fluxo até a saída. Os olhos escureceram por milésimos de segundos, o suficiente para seu corpo ser lançado ao chão.









05 de Janeiro de 1900.



Chegou a redação do jornal onde trabalhava com um sorriso no rosto, o envelope que trazia nas mãos, estava recheado com fotos reveladoras sobre visitas de OVINS no céu da cidade, não tinham agora como taxá-lo de louco. Era obcecado sim, mas louco não. O chefe da revista o encarou nos olhos, estavam no corredor. O olhar daquele homem magro com cara de abutre o convidou a entrar em sua sala.
- Feche a porta – Disse o chefe seco, sentando-se na cadeira rasgada, por traz daquela escrivaninha velha. Ele ficou em pé com o envelope nas mãos, o sorriso havia diminuído, mas ainda estava em seus lábios de alguma forma.
- Muito bem! Vai querer quanto por essas fotos? – Perguntou sem rodeios.
- Como assim vou querer quanto pelas fotos? – O sorriso fugiu do rosto. – Estou a meses trabalhando nessa matéria e agora que tenho algo concreto para provar minha teoria...
- Não trabalhamos com teorias aqui nessa revista meu caro! E além do mais, você ficou com as pautas ao qual estava encarregado atrasadas. Por conta dessas suas caças inusitadas a extra-terrestres. O que você quer provar com isso?
- O que qualquer jornalista daria a vida para provar. A existência de vida inteligente fora dessa nossa bolinha azul. – Os belos olhos verdes brilharam.
- E você acha que eu seria louco de publicar isso na minha revista. Nossa linha de abordagem é outra, meu chapa!
- Então tudo bem chefe! Saio daqui agora e vendo essas fotos e essa matéria para a concorrência, acho que vão ter interesse em publicar.
- Quem mais sabe sobre essas fotos? – Perguntou o chefe.
- Ninguém, além de eu e você! – Falou rispidamente. – Mas já que essa revista não aborda esse tipo de assunto, tudo bem! Acho que alguém vai se interessar.
O homem magro levantou-se calmamente, ficou diante do jornalista e o encarou nos olhos.
- Você não sai dessa sala com esse envelope para lugar nenhum!
Por um instante ele imaginou que os olhos daquele magrelo haviam se transformado em olhos de lagarto. Ficou gelado e sem reação.
- O que disse? – Perguntou com uma mistura de ousadia e medo.
- Isso mesmo que você ouviu. Marque bem essa data, hoje é o dia de sua morte meu caro!
Ele abriu a porta, trêmulo e apressado. Saiu no corredor sentindo um sufocamento no peito. Em poucos minutos seu corpo estava jogado no chão do corredor. Os colegas de redação aglomeraram-se ao seu redor, curiosos. O chefe saiu apressado de sua sala.
- Alguém, por favor! Chame uma ambulância! – Gritou. – O envelope marrom que há alguns minutos pertencia ao morto estavam protegidos por suas mãos magras de réptil.









05 de Janeiro de 2017. (24 hs depois...)
 
Os olhos abriram-se lentamente deixando a luz entrar para se acostumar com o ambiente. Era uma sala quadrada, branca, com medidas exatas que remetiam a um cubo. Estava amarrado a uma espécie de mesa cirúrgica. O coração acelerou. Conhecia aqueles lagartos malditos que observavam em pé suas primeiras reações após abrir os olhos. Lutara toda a vida e em todas as vidas que lhe fora concedida para provar a existência deles. Mas sempre era aniquilado de uma forma ou de outra. No entanto não sabia por qual motivo estava ali agora. Vivia como um cidadão qualquer no anonimato de sua insignificante e desorganizada Kit no centro velho de São Paulo, não tinha mais nenhum interesse de provar a existência daqueles vermes.Aliás nem se lembrava mais deles. Mesmo assim estava ali outra vez. Provavelmente havia morrido mais uma vez, agora na saída agitada daquela estação do metrô. Lembrou-se da primeira vez que isso ocorreu, no corredor daquela revista, que na verdade era um covil daqueles animais.
- O que querem dessa vez? – Gritou.
- Cale-se maldito! – Um dos lagartos aproximou-se. – Colocamos aquela agenda propositalmente naquele chiqueiro que você vive para lembrá-lo que tem um compromisso conosco. É o seu compromisso póstumo. Temos que garantir que vai manter essa maldita boca calada.
- Acha mesmo que tenho como concorrer com vocês? Os meus semelhantes tratam pessoas que tiveram experiências de abdução como se fossem loucos ou idiotas. Já me cansei de tentar provar que estão infestados em nosso planeta. Desisti. E acho que vocês que sabem tudo deveriam saber disso. Por que me trouxeram até aqui novamente, minha memória já havia apagado a existências de vocês.
- Você sempre nos surpreende! Mesmo vivendo como um cidadão pacato. Ou mesmo deletando a gente da sua memória. Uma hora aquele pequeno lampejo de herói pode fluir em sua alma Por isso nunca é demais lembrar. Agora durma.
Méricles adormeceu na sequência.
- Sr. Méricles! Está se sentindo melhor? – Perguntou uma enfermeira velha e feia que estava de pé diante dele.
Estava deitado em uma maca em um corredor de algum Pronto Socorro da cidade.
- Eu não morri dessa vez então? – Perguntou para si. Porém, a profissional da saúde escutou.
- O que disse Senhor? – Ela retrucou curiosa.
- Nada, não disse nada. Respondendo sua pergunta estou melhor sim. Faz muito tempo que estou aqui?
- Vinte e quatro horas.
- Nossa!
- Aguarde só um instante, vou chamar um médico.
- Obrigado!
Meia hora depois um homem gordo e com uma roupa branca encardida, aproximou-se com uma prancheta na mão direita e uma caneta na outra.
- Bom dia Sr. Méricles! A enfermeira me disse que você está sentindo-se melhor!
- Sim estou.
- Ótimo! Aqui estão todos os seus exames que fizemos desde sua chegada ontem pela manhã. Por incrível que pareça, estão todos dentro dos parâmetros normais.
Sentou-se na maca lentamente.
- Obrigado doutor...
- Juno. – Respondeu o médico. – Não por isso! Cuide-se, dessa vez foi apenas um susto. Porém na próxima pode ser fatal. Acho melhor observar melhor sua saúde.
Falando isso saiu corredor afora, parou por um instante e olhou para trás na direção do paciente que o observava. Os olhos do médico reviraram-se nas órbitas mostrando quem exatamente ele era.
“Esses vermes, estão por toda parte”. “Afinal de contas o que querem de mim, que me lembre ou que me esqueça que eles existem?”
A enfermeira chegou com uma sacola com as roupas do paciente dentro dela. Ele levantou-se lentamente e entrou no banheiro para se trocar. Quando estava pronto saiu dali para o lado de fora do hospital.  Em sua memória ele carregava informações que não poderia compartilhar com ninguém.
 
 
 
Esse conto surgiu após eu ver um post no facebook e comentar com uma das minhas leitoras (Ana Paula). "Isso dá uma bela ideia para um conto".
 
 
 
Ricardo Netto é administrador desse Blog.
 
Escritor do livro:
Os senhores das sombras - O legado de Lilith
 
Arquivo pessoal.
 
 
Idealizador e revisor da Websérie:
Depois do paraíso.
 
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Novidade no ar!

 

Vem aí!

 
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Depois de grandes sucessos como: José do Egito, O Rei Davi, Os Dez mandamentos e atualmente no ar com A Terra Prometida, a Record TV investe mais uma vez na temática bíblica em sua mais nova superprodução: O Rico e Lázaro de, Paula Richard
A novela tem estreia prevista para o mês de março e promete prender o telespectador com uma trama cheia de drama, ação e aventura.
A história é baseada na Parábola narrada no Evangelho de S. Lucas (Capítulo 16, versículos 19-31).
No entanto a narrativa vai ser ambientada no ano 600 a.C, aproximadamente.
Época em que Jerusalém foi invadida pelo Império babilônico, sob o comando de Nabucodonosor II e onde o Primeiro Templo, ou templo de Salomão, foi devastado. Nesse período de trevas previsto por profetas da época, inclusive Jeremias, um dos personagens da história. Muitos judeus foram levados cativos para a Babilônia. Usando esse nicho a autora constrói a trama dos personagens centrais da novela.
O tema principal, segundo a própria chamada, vai ser sobre as escolhas que fazemos na vida e suas consequências.
Com um elenco de primeira e uma produção audaciosa, O Rico e Lázaro promete mexer com a audiência no horário nobre.
 
Imagem gentilmente cedida pelo ator Raphael Montagner.
 
 
 
O ator Raphael Montagner, que vai interpretar o Nicolau nessa nova empreitada da Record TV, nos fala sobre seu trabalho e sobre suas expectativas.
 
Imagem da internet.


 
 
Ricardo Netto - Pela chamada a novela “O Rico e Lázaro”, vai abordar temas como escolhas e suas consequências. Qual a sua visão pessoal sobre esse assunto?
Raphael Montagner - Muito humano essa abordagem, as escolhas e consequências fazem parte do homem desde sempre. Uma coisa é certa, o "hiato" entre essas duas palavras nos faz refletir sobre o aqui e o agora.

Ricardo Netto - O Nicolau, seu personagem vai ser um dos filhos do “Rico”, como foi o preparo para compor ele?
Raphael Montagner - Cada ator tem seu "DNA" tanto na interpretação como na forma de compô-la para o trabalho. Sou de beber em várias fontes, como pesquisas históricas por exemplo. Como se vivia naquela época, como ser o mais novo naquele épico. E também o que seria aquela época. Me apoiei nesses pilares para entender não somente o Nicolau , mais o todo que o envolve . Muitos documentários e conversas com historiadores.
 
Nicolau, personagem da novela O Rico e Lázaro.




Ricardo Netto - O Tomás vivia na idade média no auge do abolicionismo, o Nicolau vai viver aproximadamente em 600 a.C na era dos Profetas. Qual o principal ponto de semelhança e qual a maior diferença entre esses dois personagens?
Raphael Montagner - Ótima pergunta, vou tentar responder (risos). Olha Ricardo pontos em comum acredito que seja a ingenuidade em alguns aspectos da vida pela pouca experiência de vida, aquele principal da juventude o "ir sem se preocupar em voltar" diria que quase uma inconsequência inocente. Agora a diferença é brutal, justamente pela época que se vivia, aonde conceitos e "pré" conceitos são totalmente distintos. Imagina. O Tomás lutava pela abolição por exemplo. Já o Nicolau vive em tempos bíblicos, aonde dai tiraram o modo de se viver até hoje de grande parte da população.


Como o inesquecível e sedutor Tomás, Escrava Mãe.

 
 
 
 
 
 
 
 
Pronto para nos mostrar, seu novo personagem. O Nicolau.
 
















Ricardo Netto - Vi em uma de suas postagens no facebook que vocês foram fazer um workshop de ferraria, como funcionam esses workshops e o que eles acrescentam na composição do personagem?
Raphael Montagner - A Record proporciona vários, como no nosso primeiro encontro de elenco, uma BIG reunião com uma palestra com historiador e debates. No caso da Ferraria, é que quando "abrem" um cenário novo, aonde o ator vai ter cenas , para nos ambientalizar, intensificar a vivência , aonde pareça crível a junção texto/ação , eles antes mostraram como era fazer uma espada na forja , afiar ponta de lança , endireitar flechas essas coisas pertinentes ao cenário . Ajuda muito o ator a deixar orgânico e propor na hora junto com a marcação do diretor na cena..


 

Um dos núcleos de elenco de O Rico e Lázaro, preparando-se para um wokshop de ferraria.




Ricardo Netto - Como está a expectativa do elenco, e em particular a sua. Em relação a essa nova empreitada da Record TV?
Raphael Montagner - Olha não tenho como falar pelo elenco, mas "via rádio corredor" (risos), é gigantesca. A minha em particular, espero que acima de tudo possa contribuir para um todo, afinal como a cada trabalho, o desafio é o "leme" que nos move, e o tema Bíblico é a primeira vez que estou participando. Sou muito grato pelas oportunidades de mostrar a minha arte em rede nacional e internacional pela Record.
 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Apenas algumas palavras sobre meus passos.


Eu, as palavras e os livros.

 
 
 
 
 
 
 

 
 
Os odores das páginas dos livros, sempre me fascinaram. Desde criança. Quando no primário comecei a aprender a arquitetar as primeiras palavras escritas, lidas e faladas então! Parecia que um portal mágico abriu-se diante dos meus olhos. Fui fisgado pelas palavras de uma vez por todas. Filho caçula de retirantes nordestinos em uma família de sete irmãos. Pai pedreiro de profissão e músico autodidata por vocação, semianalfabeto. Mãe do lar, que não sabia nem assinar o próprio nome, mas que era dona de uma elegância e de uma sabedoria que me enche de orgulho. Ela, preocupada com o nosso futuro, nos incentivava sempre a buscar nos estudos e na leitura uma maneira de traçar um novo caminho para nossas vidas.

Os tempos eram outros e difíceis e meus irmãos mais velhos tiveram que largar os estudos para trabalhar e ajudar nas despesas da casa, como tantos outros adolescentes por esse Brasil a fora. Mesmo assim, eles nunca deixaram de alimentar aquela semente de conhecimento plantada em nossos corações, por nossa Rainha, nossa Sábia.

Sempre tivemos de uma forma ou de outra, contato com a literatura, em forma de revistas em quadrinhos, livros ilustrados ou não, que surgiam em nosso meio. Como quem, atraídos por nossa sede de conhecimento e pela vontade que fluía do coração de nossa mãe. Alguns eram achados (tem gente que infelizmente joga livro no lixo), outros dados por amigos, alguns ou muito poucos comprados. Não sei dizer ao certo, como eles chegavam até nós, mas, eles chegavam.

Eu queria ler, aliás, queria ler não. Tinha minha sede particular por leitura mais aguçada que meus outros irmãos.

Nunca vou esquecer quando consegui pela primeira vez, enxergar as letras e entender a primeira história em quadrinhos da minha vida (Uma história de um super-herói imortal, uma lenda, o Fantasma, falava sobre um menino que apanhava na escola, O bebê chorão, esse era o nome do episódio).
Imagem da internet.
 
Monteiro Lobato, Maurício de Sousa e Walt Disney caíram em minhas mãos de uma forma que nem sei exatamente como. O mundo da fantasia. Simplesmente com os melhores autores desse gênero, começaram a fazer parte do meu universo.
 
 
 

 
 
 
 


 
 
Já na fase da adolescência, como não podia comprar livros ainda, mas também não conseguia controlar minha sede por eles, me associei em um centro cultural, onde pegava e devorava histórias em uma semana, outros em quinze dias, um mês...

 Conheci mundos e personagens tão incríveis e fascinantes e a admirar os criadores desses universos, que não poderia fugir nunca mais do mundo das palavras. Ser apenas um leitor já não me bastava mais, queria escrever meus próprios livros, criar meus próprios mundos.
 
 
Imagem da internet

 
 
 
 
 
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Meu propósito de vida agora é. Lapidar papel em branco com palavras, para que pessoas possam ser tocadas com elas.  

Por esses dias escutei uma frase que se não me engano são aspas da Primeira Dama Americana Michelle Obama:
“Sucesso não está necessariamente relacionado com o tanto de dinheiro que você acumula, mas sim, com o que você pode fazer de verdadeiro para tocar as pessoas”.

Sendo assim posso me considerar um escritor de sucesso, pois quando cada leitor abre uma página de uma obra minha, sei que de alguma forma ele será tocado pelas ideias que fluem da minha imaginação.

Arquivo pessoal.

 
 
 
 
 
 
 
 
Arquivo pessoal.

 
Ricardo Netto é administrador deste Blog, escritor do livro: Os senhores das sombras - O legado de Lilith; escritor e supervisor de texto do Projeto: Depois do Paraíso, entre outros trabalhos escritos e arquivados.

 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Entrevista de Fevereiro.

Luis Navarro - Ator






                                       Imagem da internet.
 
 



Formado em educação artística com habilitação em artes cênicas, o entrevistado do mês é ator, cantor integrante do grupo (Os crespos), e sócio diretor da Darkroom Produções.
Segue abaixo uma incrível entrevista com esse jovem ator multimídia, que constrói sua história nos mais variados meios de comunicação, com muito suor, talento e dedicação.


Imagem da internet.




Ricardo Netto - Quem é Luis Navarro?

Luís Navarro - É um cara de verdade em um mundo de mentira.

 
 
 




Ricardo Netto - Você é ator, cantor e produtor. Como é transitar por esses caminhos da arte?

Luís Navarro - Saber separar as coisas é fundamental. Sempre estudar! Como ator basta viver e perceber as coisas em volta, como cantor e compositor é botar no papel essas sensações e como produtor ainda não tenho muito o que dizer.

Ricardo Netto - Em sua opinião. Por que a TV ainda é um mercado tão fechado?

Luís Navarro - A TV é fechada assim como tudo em qualquer área. Ela vê as pessoas como produtos. Por isso temos que ter consciência disso para sempre nos valorizar e nunca perder a validade.

Ricardo Netto - O início de sua carreira em 2006 foi em um projeto chamado “Tal e pá”, fale um pouco sobre esse projeto.

Luís Navarro - Tal e Pá sempre vai ser algo importante para mim e para a comunidade da zona Leste de São Paulo. É o único grupo de teatro da região. Foi onde deu o ponto de partida e onde soube que queria ser artista.

Ricardo Netto - Qual a importância que a diretora Valéria de Oliveira tem em sua carreira?

Luís Navarro - A Valeria é um exemplo de mulher. Batia de frente com a direção da escola pelos nossos direitos. E o que mais me admira é o fato dela ser professora de biologia e conseguir conciliar as duas profissões.

Ricardo Netto - Uma vez, li um post seu no facebook, desabafando sobre o ator negro no mercado brasileiro. Qual sua opinião sobre esse assunto?

Luís Navarro - Ser ator no Brasil é difícil, mas ser negro no Brasil é mais difícil ainda. O negro do Brasil sofre preconceito muitas vezes com o próprio negro, é algo bizarro, imagina então com o branco, vivemos uma sociedade líquida como dizia Ballman, somos descartáveis, seja o branco ou o negro, todos olham para o próprio umbigo. Acredito que a TV nos coloca como um produto e o negro está começando a dar "resultado". Mas está muito longe ainda do ideal. Ainda ficamos com o papel dos empregados, da negra sexy Entre outros esteriótipos. Um dia sonho em fazer um pai empresário bem sucedido que tem uma família completa, irmãos, avós, pais, filhos.

Ricardo Netto - Capitães de Areia e Morte e Vida Severina. Como funcionam as seletivas para trabalhar em teatro musical?

Luís Navarro - As seletivas para o teatro musical é através de audição. Canto, dança e interpretação.

Ricardo Netto - Você canta na Banda “Os crespos” e é sócio-diretor da Darkroom Produções. Nos fale um pouco sobre esses projetos.

Luís Navarro - Os crespos é um grupo formado na EAD por alunos negros, eu sou ator convidado e faço parte de um projeto específico que aborda a afro-homoafetividade. A Darkroom está temporariamente parada pois os sócios estão se dedicando a outros projetos agora, mas é uma produtora que tem objetivo de protagonizar o artista negro.


Grupo os crespos (Imagem da internet).




Ricardo Netto - Você trabalhou na novela BoogieOogie da Rede Globo, interpretando o personagem Cleiton. Como foi trabalhar nesse projeto?

Luís Navarro - Trabalhar em Boogie Oogie foi visitar os anos 70, conhecer profissionais de peso e absorver as coisas boas para ser um ser humano melhor, pra consequentemente ser um artista melhor.

 
Em cena com o ator José Loreto (Boogie-Oogie 2014).
Imagem da internet.
 
 
 
 
 
 
 
Cleiton - Personagem da novela Boogie-Oogie
Imagem da internet.



Ricardo Netto - Qual personagem da literatura nacional clássica você gostaria de interpretar?

Luis Navarro - Gostaria de interpretar o Professor de capitães da areia de Jorge Amado.
 
 
 
 
Imagem da internet.


Ricardo Netto - Quais são seus projetos para 2017?

Luís Navarro - Retorno à rede globo no segundo semestre na novela de Claudia Souto: Pega Ladrão  e paralelamente apresento o espetáculo com os crespos nas praças da cidade de São Paulo.




Ping-Pong:


Um livro? 
Diário de uma paixão.



Uma Música?

Same Love.



Uma palavra?

Paz.



Um lugar? 

África.


Uma frase?
"O melhor presente que Deus me deu, a vida me ensinou a lutar pelo que é meu". (Chorão).





Redes sociais e links do ator:

https://www.facebook.com/luis.navarrooficial?fref=ts



Cenas da novela Boogie-Ooogie na Rede Globo

http://globotv.globo.com/rede-globo/boogie-oogie/t/cenas/v/pedro-leva-vivian-cleiton-e-magali-para-morarem-com-ele/3858397/



http://globotv.globo.com/rede-globo/boogie-oogie/t/cenas/v/pedro-pega-com-cleiton-o-carro-que-comprou-de-rafael/4001056/



http://globotv.globo.com/rede-globo/boogie-oogie/t/cenas/v/pedro-pede-dinheiro-emprestado-a-vitoria-para-comprar-o-carro-de-rafael/4001073/


 
 
 
 
Este post tem o apoio cultural da Real Vita Produtos Naturais
 
 
 
 
 


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Depois do Paraíso - Episódio II

Isa Miranda apresenta:









Dança, paixão e sangue.
 

 

    “Atravessar o deserto durante o dia fora, em poucas palavras, uma péssima ideia. Com isso fui obrigada a me refugiar em uma gruta nas paredes rochosas e arenosas até que anoitecesse. Percebi que não tinha outra alternativa, as noites serão a minha morada, enquanto o homem dorme eu andarei entre eles.” – Pensou.
     Quando a noite invernal chegou, Lilith levantou, preparou sua partida, montou em seu camelo e voltou à viagem até a uma cidade do Egito, por nome Uaset, cidade dividida pelo rio Nilo entre Cidade dos Vivos e Cidade dos Mortos. Observava bem o lugar e seu interesse foi até a parte mais movimentada da cidade, porém algo lhe atraía para a cidade dos mortos. Ficaria ali por um tempo até partir novamente para  suas aventuras no deserto.
    Andou um tempo, havia quase nenhum homem na rua e os que transitavam olhavam-na com certo ar de curiosidade. Instintivamente, como que algo lhe dissesse para evitar aqueles olhares, resolveu se embrenhar mais na noite pelas vielas e corredores. Em um dos mais estreitos, desmontou de seu camelo e o prendeu em uma estalagem.
    O ar daquele lugar era tentadoramente conhecido, havia luxuria e desejo vindo daqueles sorrisos e vozes sussurrantes. Entrou no local e imediatamente olhares pousaram sobre ela, pelas vestes, poucos se importaram. Aparentemente mais um jovem querendo descobrir os prazeres da noite, já que era um rosto belo e sem barba, um molecote. Uma mulher envolta em véu se aproximou.
            - Posso ajudá-lo? - Ficou olhando-a de cima a baixo. - Como se chama meu jovem?
            Lilith caminhou olhando o lugar e suas narinas dilataram sentindo aquele aroma maravilhoso. Era o desejo e o sangue se misturando ao ar a sua volta. Olhou de lado para a mulher estranhando ela a tratar como um homem. Olhou para as suas vestes e seus lábios se abriram suavemente e o som de sua voz soou envolvente e encantadora vindo um nome a sua mente.


     - Khalida...
- Khalida?! - a mulher surpreendida se encantou com aquela voz suave e olhou em volta. - Perdão, achei que fosse um homem, mas onde está seu véu? Por que usa as vestes de um homem? Não me diga que foi atacada no deserto?
Lilith balançou suavemente a cabeça e confirmou que fora atacada e estava ali para se refugiar. Seus instintos lhe diziam para concordar com aquela história, provavelmente era uma precaução.
- Deseja ficar conosco essa noite, Khalida?
Um convite, uma permissão e aceitaria mesmo que não fosse convidada.
- Sim.
Andou entre aqueles homens, imponente e altiva, porém sem perder sua sensualidade. Seu quadril era um chamariz para eles, ao passar tinha um suave rebolar e suas vestes balançavam junto ao andar. As vestes pesadas poderiam esconder seus atributos físicos, mas não esconderiam sua sensualidade e seus longos cabelos ruivos que ela soltou ao chegar no centro do lugar.
Aquele ato provocou olhares desejosos e voluptuosos em cada um dos homens e mulheres do local.
      - Quem é a nova mulher? - Um homem moreno e alto se aproximou delas e olhava Lilith devorando-a por inteiro com o olhar.
- Khalida – olhou-a e depois voltou a ele – Só ainda não sei se é uma apreciadora do que servimos nessa estalagem.
Lilith olhou-o e como quem correspondesse aquele olhar desejoso, virou e dirigiu-se a ele na mesma  provocativa insinuação.
- O que seria servido nesse local, Senhor... ?
O homem abriu um largo e pervertido sorriso a ela, pousou a mão sobre o ombro e a fez se aproximar mais dele, sussurrando em seu ouvido.
- Vamos ao meu quarto que lhe mostrarei.
O olhar dele era de pura luxuria e ela o correspondia na mesma intensidade, inclinou a face para a mulher e indicou que o seguiria.
- Mostre-me.
O homem a puxou. Envolveu-a pela cintura e a levou para seu quarto deixando na mesa ao passar várias moedas. Assim, a levou pelas escadas de madeira até o andar superior e lá, já chegando ao quarto, passaram por um servo do lugar que a olhou notando nitidamente seus olhos vermelhos. Piscou os olhos várias vezes, talvez se confundira, mas preferiu não pensar muito e continuou seus afazeres.
 





         Com volúpia e luxúria o levou à cama, o homem se despiu urgente em ter aquela mulher, e ali, nu diante dela, deitou na cama esperando-a. Lilith tirou aquelas vestes revelando o corpo escultural fazendo o homem gemer com a cena e ansioso levantou estendendo a mão para puxá-la para si.

Ele estava tão envolto naquele desejo que chegava a ser animalesco, urrou quando ela deitou sobre ele e agarrou-a forte pelos cabelos beijando seus lábios com ferocidade. Lilith o afastou e tocou seu peito elevando seu corpo e montando sobre ele, estava totalmente em transe naquele ato, se encaixou e o homem gemeu alto com o contato dela.
A sede ardia a sua vísceras, queria beber daquele homem e as presas cresceram. O olhar escarlate pousou sobre o homem que naquele momento tomara consciência do que estava prestes a lhe acontecer e, antes que gritasse, a mão dela cobriu-lhe os lábios abafando o som. Somente gemidos foram ouvidos diante das presas que devoravam-lhe o sangue na mordida voraz em sua jugular. Sugou-lhe até a última gota e ali sem vida, aquele ser tinha o olhar de pavor para ela.
            - Não gosto desse olhar. – Ela levantou e saiu de cima dele, andou nua pelo quarto limpando os lábios e virou para a janela. Abriu-a e debruçou-se sobre o batente olhando o luar, o ar gélido da noite tocava-lhe os cabelos. Pensativa sobre sua atual condição, voltou para suas vestes pegando de dentro delas aquela espada que havia amarrado na cintura. - Infelizmente o fiz perder a cabeça. - Sorriu e degolou o homem. Pegou a cabeça e enrolou nas roupas, precisava se livrar do restos mortais de sua caça, porém ainda não sabia o que faria com os demais, se descobrissem o que ela fizera. Matar todos?!
Abriu um pouco a porta e olhou pela fresta, não havia ninguém naquele corredor, saiu já vestida e caminhou para o lado oposto rapidamente com o corpo no ombro enrolado em um lençol.
Ao abrir outra porta se deparou com o lado de fora e com uma estribaria, passou por lá rapidamente quase como o vento. Mesmo quem a visse não entenderia o que estava a passar, era veloz demais para os olhos acompanharem.
Longe dali no meio do nada, perto da margem do Nilo, amarrou as pernas do cadáver com uma corda e pedras em um saco de pano e jogou o corpo nas águas profundas. Em seguida fez o mesmo com a cabeça.
Voltou à estalagem na mesma velocidade que saíra. Como uma brisa suave, entrou de novo naquele quarto e deitou na cama.
- Ficarei nessa cidade, é um bom local para iniciar aquilo que desejo, ser expulsa e...
Falava consigo mesma. Quando suaves batidas na porta lhe tiraram dos pensamentos.
- Peço permissão para entrar - A voz feminina do outro lado recebeu a confirmação dela. Ao entrar olhou em todo lugar e como quem perguntasse sobre o homem que entrou consigo, recebeu de volta de Lilith a resposta que ele se fora depois de se divertirem.
O sorriso da mulher fora imediato e ela tinha um ar de satisfação, provavelmente por ter tido uma meretriz tão atraente que o homem havia pago muito bem por aquela noite.
- Khalida, caso não tenha para onde ir, gostaria de ficar conosco? Aqui temos esse tipo de divertimento e ao meu entender, gostou do que viu e, claro, usufruiu.
Lilith olhou-a de cima a baixo e suspirou satisfeita pelo convite, iria ficar e aquele lugar seria seu esconderijo.
- Ficarei, porém tenho minhas restrições. Somente saio do quarto à noite e durante o dia não quero ser incomodada de forma alguma. - A voz era suave apesar de ter um tom de ordem ou comando.
  A mulher curvou o corpo quase como quem se curvava em oração ou em reverência a ela, concordou com as condições e lhe informou que iria avisar aos servos da estalagem que não a incomodassem. Lilith percebeu que tinha controle sobre o que dizia. Homens e mulheres acatariam de imediato suas ordens, sem questionar.
O dia seguinte passou, e logo que a noite caiu Lilith saiu do seu quarto e desceu as escadas, dessa vez tinha vestes mais femininas dadas pela dona do local. Abnar sorriu e olhou-a mostrando o salão que estava mais cheio que o normal.
- Khalida, hoje teremos música, sabe dançar a dança do ventre?
Lilith olhou-a por um momento e virou para o local analisando uma jovem que dançava com uma veste que lhe agradava muito, era sensual e o modo como mexia o corpo e quadril lhe atraia, ficou um tempo olhando-a.
Depois desse tempo virou para Abnar e disse que adoraria dançar, rapidamente lhe foi providenciado roupas para a dança. Não tardou muito Lilith desceu as escadas, vestida entre véus em tons de vermelho que atraiam ainda mais atenção com seus longos cabelos no mesmo tom.
            Ali no centro do salão, a serpente dançou iniciando suavemente seu corpo ao ritmo daquela música, dançou com o quadril lançando para o lado e para o outro aquele jogo de véus e cinto de brilhos que ofuscavam os olhos sedentos de desejo dos homens naquele lugar.
Ela era estonteante e deixava aquela estalagem envolta em uma luxuriosa mágica envolvente. Seria um atrativo para as vítimas da serpente sedenta que necessitava do que tinha no corpo dos homens. Assim, noite após noite aquele lugar se tornava um ponto de atração noturna na cidade, todos queriam ver a dama da noite dançar e muitos queriam uma noite em seus braços saciando desejos carnais.
“Noite fria...”
Seus pensamentos se perdiam ao luar, ela admirava aquele final de noite e no horizonte os primeiros raios da manhã tocavam a cidade suavemente como um manto cobrindo o lugar.
            - Admirando o amanhecer? - uma voz masculina veio do batente da janela ao lado, era o servo da estalagem que estendia lençóis do quarto ao lado.
            Ela olhou-o por um tempo e se afastou com um suave e convidativo sorriso, insinuando que o servo viesse até ela, mais um pouco daquele néctar não faria nenhum mal, pensou enquanto a porta se abriu e o servo apareceu.
- Necessita de algo Khalida? - Ele parecia não estar tão abalado com ela, mesmo que em momentos seu corpo estremecesse com sua proximidade. Ali, de pé na porta aberta, ele não entrou.
- Quem sabe? Talvez você queira algo que eu possa lhe servir.
Ele baixou a cabeça olhando para o chão e seu corpo bambeou um pouco quase entrando no quarto. Deu um sorriso nervoso e balançou a cabeça negando.
- Sou só um humilde servo, nada tenho que possa lhe agradar e muito menos ter o privilégio de ser servido por ti, Khalida.
Ela estranhou o fato dele não se mexer e seguir até ela, e ficou ainda mais intrigada com o fato dele não seguir sua voz ou despertar desejo pela mulher.
- Está certo disso, podemos descobrir algo que lhe seja útil. - Deitou na cama e sensualmente expôs as pernas e deixou ombros a mostra. - Venha … - estendeu a mão lhe convidando.
            O jovem servo engoliu seco e olhou para os lados fora do quarto e depois para ela novamente, quando ia entrar ouviu uma voz o chamando, era a Abnar que solicitava seus serviços.
            Ele sorriu a Khalida e se desculpou, virou-se e se afastando rapidamente pelo corredor suava frio, nervoso.
Lilith olhou-o se afastar, intrigada. Ele resistira aos seus encantos de uma forma fora do comum e a serpente rolou na cama, levantando e fechando a porta logo em seguida.
Deitada na cama outra vez. Adormeceu com a imagem daquele servo em sua mente e a promessa de que na próxima noite ele seria dela
 
 
Continua...
 
 
 
           


           
Conhecendo a autora do episódio.
 



 
 
 
 


Blog - Como surgiu seu interesse pela escrita?

 

Isa - Escrevo desde meus 15 anos, interesse veio da leitura, lia muito livros, imaginava outro final para as histórias e que faria diferente durante o decorrer da mesma. Então, imaginação é fértil e a escrita passou ser o ponto onde deixava fluir o que imaginava.

 



Blog - Quem são os escritores que te inspiram?

 

Isa - Internacionais – Anne Rice, Agatha Christie, Steven King, Nora Robert, Meg Cabot, Laurell K. Hamilton, atualmente ando as voltas com uma autora Kresley Cole curtindo muito sua narrativa.

 

Nacionais -  André Vianco, Eduardo Spohr e os clássicos Luis Fernando Veríssimo, Caio Fernando Abreu , Clarice Lispector, Paulo Coelho, etc...

 

 
Blog - Que livro você gostaria de ter escrito?

 

Isa - O meu, tenho um progeto de anos que começou a ganhar vida na Antologia Amor em Sangue, a qual participei e lancei um trecho da história de Lya e seu universo vampírico. Aliás Vampiros , sobrenatural, sombrio e horror pessoal são meus temas favoritos.

 

Blog - Como foi participar da antolgia Amor em sangue?

 
Isa - Foi muito interessante e me deu motivação para seguir em frente, o grupo é muito ativo e criativo, todos muito talentosos e está iniciando como escritora pra valer com esse grupo foi maravilhoso. Além claro de ter uma visão mais profissional de como é preparar um conto e lançar em um livro. Estou super empolgada com o resultado e da repercursão, muitos querem continuação dos contos e claro ouvi e li resenhas onde pediam continuação do conto Dama Negra. (Em Breve continuarei em blog e claro nova antologia).

 



Blog - Como é escrever baseada em um universo criado por outro escritor? Como nesse projeto "Depois do Paraíso".

 

Isa - Foi desafiador, estou habituada a criar meus personagens e seus universos ambientados. Esse projeto como sendo o primeiro que participo, devo confessar que foi maravilhoso, pois me possibilitou recordar coisas que adoro como história antiga, Mitologia e misticismo. Curtindo escrever, ver a versão do autor e dá meu ponto de vista. Acredito que consegui captar o que o autor proporcionou ao inciar o projeto. Leiam, vão curtir muito.


 

Isa Miranda - Um pouco sobre mim:

Isa Miranda, nascida em Manaus, criada no Rio de Janeiro (carioca de coração), formada como Professora (Ensino Fundamental), exerci a profissão por 15 anos, atualmente trabalho na empresa Tivit com a Caixa Econômica, tenho 2 filhos e sou separada. Minhas paixões são ler, escrever, cinema, viajar, teatro, cultura japonesa (Culinária, livros, mangás, costmes, cultura, história) e RPG – Role Playing Game - Jogo de Interpretação de Papéis. Autora iniciante com projetos em blogs e clube de livros.

Obra lançada – Antologia Amor em Sangue – Reunião de contos vampirescos de autores nacionais, da editora Casa da Cultura em Setembro/2016. 


Conto: "A Dama Negra" Páginas 45 a 51.
 
 
 
 
 








Supervisão e Criação do Projeto: Ricardo Netto