Pular para o conteúdo principal

Trecho do livro: Os senhores das Sombras - O legado de Lilith.


Capítulo Um

 

Enzo

 

Ouvia vozes distantes e desconhecidas, sua consciência não permitia entender o que acontecia à sua volta. Eram sons agitados e urgentes. Luzes vermelhas sobressaiam por entre a escuridão em que se encontrava. Estava em meio a um pesadelo.

Um choque elétrico, partindo de seu peito, percorreu por todo seu corpo, parecia ter levado um coice de um cavalo grande. Misturado ao murmúrio de pessoas o som estridente de uma sirene. Sentiu o corpo ser elevado. De repente, sumiu dentro de si mesmo. Silêncio!

- Enzo! – Uma voz feminina e delicada  chamou-o pelo nome.

Acácia possuía o frescor da juventude. Pele de porcelana branca, olhos violetas, lábios vermelhos e carnudos, os cabelos negros à luz do sol refletiam tons azulados, estavam presos à cabeça bem desenhada por uma bela tiara prateada. Vestia uma túnica de linho fino, de tom perolado, amarrada à altura da cintura por um cinto de algodão cru. Era esguia, mas possuía curvas generosas, suas mãos eram delicadas. Uma sandália de couro cobria os pequenos pés.

- Enzo. – Chamou mais uma vez o homem que estava adormecido sobre a grama.

Era um jovem bonito, alto, corpo atlético, pele bronzeada pelo sol, cabelos fartos, encaracolados e loiros, olhos castanhos claros, lábios bem desenhados. Vestia uma camiseta branca, calça jeans de lavagem escura, os pés calçados por um bonito tênis azul claro. No pescoço, carregava uma corrente fina, de prata, com uma medalha em forma de um trevo. Ao lado esquerdo caído no chão, um boné de aba aberta, branco e com escritos azuis.

O som do seu nome foi entrando lentamente em sua consciência, os olhos abriram devagar e as imagens foram se formando aos poucos. A mão direita de Acácia tocava cuidadosamente em seu rosto.  

Era a imagem de um anjo.

- Levante-se. – Disse ela. Temos um longo caminho pela frente, precisamos chegar a Galmatama antes que o sol se esconda.

“O quê? Chegar aonde? Como ela sabia meu nome?” – Pensou ele atordoado.

Olhou à sua volta, era um lugar totalmente estranho para ele. Um campo enorme, todo gramado, com pequenos arbustos e miúdas flores silvestres com várias tonalidades. Sentou-se e encarou o rosto daquela mulher, que de joelhos, estava à sua altura.

- Sou Acácia, filha de Aileen, o mestre! Tenho a missão de levá-lo até nossa cidade. – Falou ficando de pé.

Ele levantou-se meio confuso.

Pôde ter então uma visão melhor do lugar onde se encontrava. Era um vale rodeado de montanhas. Ao longe, uma floresta densa, composta por árvores muito altas. 

- Iremos atravessar aquela floresta. Não podemos perder mais tempo. – Ao terminar a frase, soltou um assovio. – Espero que saiba montar. – Olhou para ele com um sorrisinho no rosto.

Como em um passe de mágica, as belas imagens de dois lindos animais apareceram vindo ao encontro deles. Um era branco, como a neve, robusto, músculos bem torneados, no centro da cabeça um único chifre denunciava que se tratava de um unicórnio, a crina era perfeitamente bem cuidada. O outro era avermelhado, tão belo e tão robusto quanto o primeiro, porém, era um equino comum. Enzo ficou emudecido.

“Que lugar seria aquele, e que situação surreal estava vivendo”. – Pensou.

Os animais se aproximaram e ficaram em silêncio. Acácia  cumprimentou-os com um afago carinhoso em suas crinas. Montou o unicórnio com destreza de amazona.

- Vamos, e não se esqueça de pegar o seu elmo que está no chão. – Falou, encarando os olhos daquele rapaz de trajes estranhos.

- Elmo! – Olhou para o chão e viu seu boné. Soltou uma risada contida, pegou o mesmo e colocou na cabeça.

O animal relinchou para ele, convidando-o a montar. Ele mais que depressa subiu no lombo do cavalo com muita habilidade. Era um conhecedor exímio da espécie, sua especialização na faculdade de medicina veterinária, fora justamente em equinos.

“Com certeza, estava dentro de um belo sonho. Se assim fosse, levaria aquele delírio até o fim. Não iria acordar, para ver até onde aquela situação o levaria.” – Pensou.

Acácia levantou a mão direita com firmeza, soltando um assovio agudo em seguida. Os animais correram em disparada em direção à floresta.

Andaram boa parte do trajeto em silêncio. Uma sensação estranha dominou o coração de Enzo. Nunca em toda sua vida tivera um sonho tão longo e tão real. Cheio de vida, de cores, de cheiros e impressões. O coração acelerou em sinal de alerta.

- Nunca estive aqui antes, qual o nome desse lugar? – Perguntou receoso.

- Estamos na floresta de Galmatama. É o ponto de divisão entre nossa cidade e o ‘Vale dos espíritos’.

- Sim, eu sei. Estamos em uma floresta. Mas...

“Que absurdo perguntar o que eu pensei”.  – Pensou ele.

- Em que planeta nós estamos? Isso é real ou estou sonhando?

- Como assim em que planeta nós estamos? – Retrucou com outra pergunta e sorriu. - Na Terra, oras, onde mais?

- Que Terra? Sua Terra.  – Puxou as rédeas do animal obrigando-o a parar. Apesar de sua memória estar encoberta de nuvens, sabia que não pertencia àquele lugar.

- Não podemos parar aqui, devemos seguir em frente. Existem criaturas sombrias nessa floresta, não devemos perder tempo. Elas se manifestam com a escuridão da noite. Vamos adiante, estamos quase chegando.

- Quero só entender o que está acontecendo. Isso é um sonho ou o quê?!

- Não, não é um sonho. – Respondeu ela rispidamente. – Também não é fruto da sua imaginação.   Mas não tenho autoridade para responder às suas perguntas. Minha missão é única e exclusivamente levá-lo até Aileen.

- Quem é Aileen?

- Nosso mestre!

- Entendi. Eu estou morto e você é um anjo que está me conduzindo à presença do Divino. E aqui vocês o chamam de Aileen. E não de Deus, como o conheço no meu mundo.

Ela  respondeu-o com um olhar intrigante. Ficaram em silêncio novamente.

Enzo cerrou os olhos, tentando absorver melhor aquela situação estranha. Ouviu sons de pneus rangendo no asfalto, vidros quebrando e ferragens amassando. Imagens confusas dominaram sua mente. Respirou fundo e abriu os olhos novamente. Iria acordar em sua confortável cama e suspirar aliviado.

 Porém, para sua surpresa, estava exatamente no meio da floresta, ao lado daquela garota estranha que montava um unicórnio branco.

- Não se aflija. Suas respostas virão todas a seu tempo!

Foi dominado por uma sensação de angústia. Suspirou fundo e ficou completamente mudo.

“Como uma pessoa cética como ele poderia estar em uma situação tão irreal como aquela?”.

Uma enorme muralha de pedras surgiu à frente, indicando o fim da floresta. Chegaram a Galmatama próximo ao pôr do sol.  Cavalgaram por uma estrada de terra batida, que contornava o grande muro, por alguns segundos. Até chegarem ao portão principal, um enorme obstáculo de madeira crua e maciça, que se abria por um mecanismo engenhoso, controlado por quatro sentinelas que ficavam em guaritas no topo da muralha, de onde se podia enxergar o horizonte. Era chamado de ‘Portão Sul, ou Portão principal’, devido sua localização na cidade.

Galmatama era próspera e muito bem estruturada, possuía ruas pavimentadas e um sistema de cisternas que distribuía água potável do centro à periferia, até os vilarejos mais distantes. Prédios e casas de pequeno porte, construídos com pedras brutas. A alameda central era rodeada por ipês e cerejeiras de todos os tons, cruzando com outras ruas e ruelas menores, todas arborizadas. Por ter sido edificada sobre uma planície, possuía poucas ladeiras, ou quase nenhuma, na verdade. Era totalmente murada, e as saídas eram através dos doze portões existentes. Sendo os principais o sul e o norte. Um rio largo cortava a cidade ao meio. Existia desde o princípio dos tempos, construído através dos milênios. Sua principal população era formada pelo ‘belo povo’, como eram conhecidos os elfos. Mas também era habitada por homens, mulheres e crianças humanas. Esses,  por sua vez, viviam em uma pequena província ao leste, próximos ao limite com o deserto de Ramara. A parte norte fazia fronteira com as montanhas de Kizar e a parte leste com o Vale das sombras. A parte subterrânea da cidade era composta por enormes galerias, que eram usadas como refúgio em tempos difíceis, possuíam infraestruturas iguais às da parte superior ou terrestre. A entrada para as galerias era de conhecimento apenas dos membros do conselho, isso para evitar invasores indesejados. Como fazia muito tempo que Galmatama não enfrentava uma guerra, elas não eram usadas, apenas um grupo seleto de elfos cuidava de sua manutenção.

Ao entrarem na cidade, os portões fecharam-se atrás de si. Enzo ficou petrificado. Homens, mulheres e crianças circulavam pelas ruas. Todos os donos de uma beleza singular.

“Estava morto, e chegara ao paraíso.” – Pensou.

Uma figura de um belo ancião veio ao encontro dos dois, andando a pé. Os equinos pararam de imediato como em sinal de respeito.  Acácia desceu de sua montaria mais do que depressa e jogou-se aos pés daquela figura enigmática, como em um ritual de reconhecimento de soberania. Enzo desceu também e ficou parado ao lado do seu cavalo.

Aileen aproximou-se, o coração do rapaz quase saiu pela boca. Era um homem maduro, alto, esguio, cabelos curtos, fartos e brancos, olhos azuis, musculatura rígida, sorriso largo e acolhedor, moldurado por uma barba branca muito bem aparada. E como todos de sua raça era dono de uma beleza singular. Vestia uma bela roupa feita de algodão, uma espécie de túnica árabe que cobria todo seu corpo até a altura dos pés, era tão branca que refletia tons coloridos sob a luz do sol causando um efeito ainda mais enigmático sobre a figura daquele homem. 

- Acalme-se, está entre amigos. Estávamos esperando por você, filho de Muriel. Espero que tenha feito uma viagem tranquila e sem traumas.

Enzo manteve-se em silêncio. Não conseguia expressar uma palavra sequer diante daquela bela figura de homem.

 

 

Época atual.

 

 

Agnus.

 

 

Desde que se tornou eterno, escolheu a solidão como companheira. Preferia habitar nos desertos, nas montanhas, nas florestas. Longe das cidades e das pessoas. Entre os da sua espécie era conhecido como ‘pássaro solitário’, por possuir grandes asas negras que lhe permitiam voar. Era extremamente alto e robusto, dono de um belo rosto moreno, emoldurado por uma longa cabeleira loira. Os olhos, de tons amarelados, lembravam as nobres aves de rapina. Usava uma armadura de ouro, por cima de uma curta túnica de linho azul, os pés eram calçados por sandálias espartanas. Do ombro até a altura dos calcanhares caía-lhe uma bela capa de um tecido nobre e de tonalidade escura, que servia como camuflagem para as asas. Tinha hábitos noturnos. Sua alma se alimentava com o sangue de jovens guerreiros. Era um predador implacável e impiedoso.

Mesmo com o passar dos tempos, chegando aos dias atuais, não se livrara de sua figura medieval, gostava de causar impacto em suas presas, tornara-se uma lenda urbana temida.

Da Roma antiga ao Brasil moderno, vivenciou a evolução dos homens, presenciou civilizações inteiras desaparecerem, outras surgirem. Foi testemunha ocular dos fatos que mudaram a história da raça humana sobre a Terra. Caminhou por milênios em sua jornada solitária, passando por guerras, pragas, doenças, novas descobertas. Como todo eterno, carregava sobre os ombros o maldito destino de não experimentar a morte até que sua cabeça fosse decapitada por alguém.

Viveu à custa do sangue humano, dizimando suas vítimas, sem dar-lhes o direito de experimentar o dom que possuía. Desprezava até mesmo os de sua espécie, se tivesse o poder, mataria a todos também. Sua busca eterna era pela deusa serpente Lilith. Porém, nesse emaranhado de tempos e histórias, seus caminhos nunca se cruzaram. Tinha um desejo secreto de pedir-lhe o direito de morrer, para livrar-se daquela maldição para sempre. Contudo, só aceitaria a morte através das mãos da primeira maldita. Nunca permitiria que um humano ou um “guardião” tivesse esse poder sobre seu destino. Sua escolha pela vida solitária e seu rancor aparente eram frutos de um amor perdido que ele perseguia com toda força do seu coração camuflado de gelo.

Um prédio antigo e abandonado no centro velho da cidade era seu covil, onde de dia mantinha-se oculto. À noite ele saía em sua caçada insaciável por sangue, pelas ruas do velho centro, suas principais vítimas eram os moradores de rua, os usuários de drogas e os profissionais do sexo, os que viviam à margem da sociedade. Aprendera, com o tempo, que para manter-se vivo deveria causar vítimas que não despertassem muito a atenção. Há muito tempo deixara de fazer suas vítimas entre os nobres e os jovens soldados da sociedade, já tivera transtornos suficientes para desistir dessas presas. Mesmo porque não estava mais no império romano e muito menos na idade antiga. E apesar dos humanos negarem a existência dos vampiros, tinham lá suas precauções, portanto, era melhor ser prudente.

A noite estava gelada, e uma fina garoa, típica do inverno paulistano, caía sobre a cidade. Um grupo de cinco homens, moradores de rua, ocupava um antigo sobrado abandonado próximo à Estação da Luz. Estavam ao redor de uma pequena fogueira improvisada, tentando amenizar o frio. Dividiam uma garrafa de cachaça, cigarros e algumas pedras de crack.

Lucas, um pouco mais afastado do grupo, dormia sobre um papelão, coberto até a cabeça por um pano usado e de cor escura. Tinha por volta de dezesseis anos, era franzino e um pouco pequeno para a idade, mas possuía um rosto bonito. Fugira de casa muito cedo, por sofrer de violência doméstica por parte de seu padrasto alcoólatra e de sua mãe covarde e permissiva. Aprendera ainda jovem a se virar nas ruas da capital paulista. Sonhava em um dia sair daquele inferno, por esse motivo não compartilhava com os demais o uso de drogas ou bebidas alcoólicas. Porém, de certa forma, sentia-se seguro ali. Era perigoso demais não ter aliados naquele universo de sobrevivência.

Os cincos conversavam sobre assunto nenhum, riam dominados pelo ópio.

Passos apressados denunciaram a presença de um estranho. Lucas acordou assustado e alerta, deixando para fora do “cobertor” apenas os olhos grandes e castanhos.

Era um homem de aparência atlética, loiro, olhos de ave de rapina. Vestia uma roupa preta e um sobretudo da mesma cor, os pés eram cobertos por um coturno estilo militar. Em um movimento rápido, abriu o sobretudo, jogando-o ao chão. Asas enormes e negras abriram-se. O garoto se cobriu com medo, encolhendo-se sobre o papelão, numa ingênua tentativa de se proteger. Seu corpo tremia incontrolavelmente. Ouviu apenas os gritos dos companheiros. Alguns minutos depois um silêncio aterrador dominou o lugar. Encolheu-se com mais violência, ficando em posição fetal. Um vento gelado dominou seu corpo. Sua pseudoproteção fora arrancada, estava descoberto. Abriu os olhos temerosos.

Agnus, com os caninos à mostra e a boca suja de sangue, o encarava com um olhar macabro.

- Levante-se, garoto. Você hoje foi escolhido para viver. Aproveite a chance, porque nunca a dei para ninguém! – Soltou uma gargalhada cavernosa em seguida.

O adolescente estava petrificado no chão.

O vampiro pegou-o pelos colarinhos e  colocou-o de pé, levantando o menino do chão. Os rostos ficaram na mesma altura. Lucas fechou os olhos.

- Abra esses malditos olhos e me encare, tenho aversão a covardes! – Os olhos do vampiro ficaram vermelhos.

O outro nada respondeu, apenas obedeceu. Diante dele estava uma lenda urbana que desde que viera morar nas ruas escutara histórias a respeito.

- O que acha que eu sou, menino, um demônio? Não, sou pior do que esse mundo infame em que você vive! – Olhava fixamente para o rapaz.

Puxou a presa para mais próximo de si e avançou seus dentes afiados sobre seu pescoço, sugando todo sangue com uma voracidade veloz, largando-o em seguida a seus pés.

Lucas não conseguia controlar o medo e precipitou-se a chorar. Um odor forte dominou suas narinas. Percebeu que havia urinado e evacuado nas calças.

O eterno  encarou-o pela última vez, abriu as asas e alçou voo, sumindo por entre os prédios, na escuridão da noite.

“Te escolhi para viver eternamente, meu caro, aproveite. Esse é um privilégio que nunca permiti para ninguém”. – O som ressoou do alto aos ouvidos do garoto.

A imagem que ele viu a seguir fora pior do que a figura daquele demônio. Seus companheiros mortos. Os corpos separados das cabeças.  Não conseguiu segurar o vômito. O pesadelo insistia em continuar. Levantou-se cambaleante e saiu dali correndo, desaparecendo por entre a garoa, que nesse instante ficara mais grossa. Ensaiou mais alguns passos e desmaiou na sarjeta da rua.

 
 


 

Comentários

  1. Gentee!!!!! Bom demais...ansiosa demais para receber o meu e ler ele todinho!!!!Sucesso Ricardo!!!!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

O ofício de ser ator com Luis Navarro

Luis Navarro - Ator




                                       Imagem da internet.



Formado em educação artística com habilitação em artes cênicas, o entrevistado do mês é ator, cantor integrante do grupo (Os crespos), e sócio diretor da Darkroom Produções. Segue abaixo uma incrível entrevista com esse jovem ator multimídia, que constrói sua história nos mais variados meios de comunicação, com muito suor, talento e dedicação.

Imagem da internet.



Ricardo Netto - Quem é Luis Navarro?

Luís Navarro - É um cara de verdade em um mundo de mentira.





Ricardo Netto - Você é ator, cantor e produtor. Como é transitar por esses caminhos da arte?
Luís Navarro - Saber separar as coisas é fundamental. Sempre estudar! Como ator basta viver e perceber as coisas em volta, como cantor e compositor é botar no papel essas sensações e como produtor ainda não tenho muito o que dizer.
Ricardo Netto - Em sua opinião. Por que a TV ainda é um mercado tão fechado?
Luís Navarro - A TV é fechada assim como tudo em qualquer área.…

Bate papo com Eddie Coelho

O ator Eddie Coelho empresta seu talento para a publicidade, o cinema, o teatro e a televisão. Depois de enfrentar um teste com algumas dezenas de atores (maiores detalhes na entrevista), ele está no ar, fazendo um belo trabalho, interpretando o Inácio. Personagem do mais novo sucesso do SBT, a novela: "Carinha de Anjo". Muito gentilmente ele cedeu essa entrevista ao Blog, que na verdade foi um agradável patê papo.




Eddie Coelho (Ator).
Ricardo Netto -Como foi o início de sua carreira como ator?
Eddie Coelho - Comecei de fato seguir teatro aos 18 anos, antes tive experiências escolares que me despertaram o interesse. Entrei para um grupo pequeno, chamado Happy End na minha cidade, Itanhaém, e depois de algumas apresentações acabei sendo convidado para um grupo maior o C.E.T.A. (Companhia Experimental de Teatro Amador). Lá realizamos algumas peças e depois acabei procurando outros grupos na cidade vizinha. Deixei esse sonho de lado, para poder trabalhar e passei um tempo trabalha…

Personas e personagens by Raphael Montagner

Raphael Montagner. (Ator)


Jovem promissor dessa nova geração de atores, Raphael Montagner aos 32 anos de idade já tem uma carreira consolidada no teatro e na televisão. Com trabalhos realizados anteriormente no SBT e agora no ar, interpretando o Tomás na Novela Escrava Mãe ( do autor Gustavo Reiz), na Rede Record. Ele muito gentilmente, cedeu seu tempo para nos prestigiar com uma entrevista incrível.





Seu atual personagem na novela: Escrava Mãe: #EscravaMãe Filho do meio do coronel QUINTILIANO (LUIZ GUILHERME), TOMÁS é um rapaz simpático e carismático, comunicativo e agradável. Irmão da rebelde FILIPA (MILETA TOSCANO) e o oposto do irmão GUILHERME (ROGER GOBETH). Idealista, nunca se envolvera com os negócios da família. É crítico quanto ao modo de produção vigente e a crueldade do tráfico de escravos. TOMÁS é um abolicionista em potencial e desenvolverá seus pensamentos com o melhor amigo, o jornalista ÁTILA (LÉO ROSA), em reuniões secretas no armazém de Seu CONTENTE (CÉSAR PEZZUOLI). Gosta…